segunda-feira, 29 de junho de 2015

Isis Nascente


Eu faço o impossível para estar ao teu lado.
Eu faço o teu lado ser cada esquina,  ponto de encontro das nossa almas.
Todos os prazeres que cabem em mim serão o meu sacrifício, para que possas subir as nuvens sem perder o teu encanto de Isis.

Que suas asas se abram e eu possa repousar sobre a sua doce doce ilusão.
Que a sutilezas dos teu venenos me façam definhar de êxtase até o abençoado dia da minha morte.
Esse é o meu remédio teus encantos são a minha cura, teu olhar puro e malicioso é  o meu renascer .

Porque esses são os melhores momentos...  tua pele branca encosta o dourado dos raios do sol. Minhas cicatrizes tocam a leveza espectral da lua, perdidos na imensidão do azul o sol  e a lua namoram sobe os olhos  do inverno, enquanto um morre o outro nasce.

Sagrada morte eu te agradeço todos os dias por teres me tirado tudo o que eu tinha.
Porque assim aprendi que um homem sem  nada a perder não tem nada ganhar... Quem perde? quem ganha? essa ilusão nem mais me arranha, respeitando a morte aprendi a amar a vida.

Aprendi fazer da dor o amor, no amor pude fazer o prazer, do prazer aprendi a não negar a falta.
Quando ele me dilacera e arrasta em direção ao medo,no medo aprendi a extrair a ira, nela o julgo da sentença.Sentenciado  a eterna indiferença, eu não perdi a crença na fé da esperança. Apanhei do lixo o escudo da desconfiança!

Desconfiando de mim mesmo, desconfiei que não desistiria  de te encontrar...
Minha Isis nascente,minha, Maia vespertina,deusa do reino que escondi atras da minha falsa importância.
Minha Sacerdotisa, bruxa, feiticeira, como Orfeu eu fui  até o inferno para te procurar.

De lá  voltei sem você nem notar, meus feitos não te impressionaram, o teu coração eu não quis roubar...na  verdade eu não me permiti perder...

Mas lá no "Hades" Etrigan me presenteou com o segredo de Excalibur.  Depois de conseguir merecer o agora  portador da coragem  vai poder sussurrar as meias verdades...Que você insiste em querer ouvir para poder se permitir  apaixonar-se. E a paixão?  mentira que transforma a maior verdade de todas...


Anderson Daniel da Silva Ferreira.

29/06/2015










sexta-feira, 26 de junho de 2015

Pelo direito do amor ausente da dor

Eu nasci para sentir amor.
Acredite nasci pra acreditar.
Na sinceridade, declaro que amo.
Tudo aquilo que se permite
olhar no espelho e não ter medo
de ser errado de ser moral...
De ser hipócrita!
Eu sou o primeiro gritar minha incoerência.
eu sou o primeiro a amar a minha displicência.

Eu sou primeiro a pagar com dor a liberdade
de não ter piedade de quem zomba da verdade.
A sua prepotência é exatamente igual a minha indiferença
Sua falta de paciência é a clemencia que imploras.
Mas uma novidade para você , eu me humilho com prazer.
Pois assim eu me sinto suave,tranquilo enquanto te obrigo...
a engolir a realidade deplorável  que você ostenta como  estupro  da dignidade.

Agora sem medo ou remorso eu imploro que seus pedidos de justiça sejam atendidos
Que a cegueira  da tua certeza sejam exatamente igual ao teu desprezo pela coerência
Em nome da verdade que impede,em nome do erro que me sucede, em nome do direito de retribuir.
Que você pague com agonia a morte das tuas crença, rancor que a tua falta de amor covarde insistiu.

Razmael a clareza da incoerencia.

27/06/2015

D-eu-s (Descontinuação do eu simbólico)

Eleição
Subjugação
Predestinação
Pilherias, amontoados de ilusão!

Sensação é real no sentir
não é o suficiente para realizar
não é viva o suficiente para negar.

O que não é meu.
O que não quero como meu.
Sera teu, sera seu tudo aquilo
Que permitires tornar a retomar
Tornando as duvidas indiferentes.

Do fogo a terra de olhos abertos.
Da água ao ar as narinas respiram.

Polos opostos no in verso do  processo...    
        Do caminho do meio
         Retro-Pró-Ingresso!

De olhos abertos compreendo
Uma gota do ser-eu humano.
Consciência da imortalidade
Super-ação do eu Existencial.
Expropriação  do  Eu  simbólico.
apropriação  do Existir metafórico.

Anderson Ferreira.


quarta-feira, 24 de junho de 2015

Nostalgia Insanity Room 007

Sinto vento morno...
Sorriso envergonhado
Terno. riso improvisado.

Os sonhos insistem.
Nem sei bem porque?
Persisto nessa monotonia

A arte é tomada pela preguiça
a pequenos punhados de mofo.
E se desfalece no contrario da ideia!

É ampulheta  que sangra
Sem dor, apenas remorso.
Sono das areias do ócio.

Porque  volto
a velha casa ?
Sombras frias...
Alimentam o coração
estéril esqueleto.
de tanto medo...
 exala desprezo!

Não chame.
Não quero saber.
Alegorias, progresso
Falso, egoico. sucesso.

Não (me)faça !
Sentir a (tua) falta...
Não ignore a (minha) falta!
Aceite a (Tua) dor.
Deixe ir (o amor) agora.





Anderson ferreira. ??/01/2014



terça-feira, 23 de junho de 2015

Derrubando Paradoxos Sanity room 006

Hermeticamente medicado
controlado aos extremos.
Dosagens auto-reguláveis
homeopáticas dos elementos.

Por favor sem mais perda de tempo
me deem logo essa solução a base de veneno

Eu aguento por um tempo
talvez possa ser até agradável
Se eu controlar a transição entre os extremos

Pontos de regulagem consideráveis
adaptáveis estabilidades perfeitas
Para se viver múltiplas liberdades

Não to nem ai pra bipolaridade
junto com meu sistema multi-uso
Veio acoplado,embutido! até radar...

Primeiro é claro é preciso estabilizar
Não é crime não é doença viver é...
Se reinventar!
É tudo uma questão de se tolerância!

Tolerar a diferença
Entre medos e crenças
Desafios e sentenças
Entre dons e Doenças.



Doente de coragem Sanity room 005



Grande incompressível!
Hiper ativo irredutível!
O Bipolar que não quer calar
Efetuando sua vontade de mudar!

O Ultra  ativo carregado de pedidos...
Fadado,rotulado,taxado,encrustado.

Encorajado a se rebaixar 
enquadrado na dificuldade de se encaixar.

Doente do desespero 
...de não temer

Doente da vontade
... de mudar

Doente no esforço
...de se reeducar

Doente Sempre!
Para Sempre
Se  Levantar...

Doente na coragem
de se Auto-superar.


Anderson Ferreira ??/01/2014








sexta-feira, 19 de junho de 2015

Amanhecer na lagoa

Vou me embora
Vou me embora
Venha ser minha

Tenho muito que inventar
em noite escura me conhecesse

Nem o luar podê nos acalentar
Esta amanhecendo venha ser minha
     
E antes do pôr do sol
Espero te encontrar
Essa noite vai ser estrelada

A lua vai des-cobrir o seu corpo
Enquanto a lagoa beija seus pés
A noite vai  ser nossa cama até o sol raiar

Eu vou me enterrar na areia
Para no próximo cair do sol..

Como duas tartarugas
Termos a lagoa inteira pra brincar

Anderson Ferreira   01/02/14

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Sentir



Um Inseguro e medroso
           Sentir
Confiante e cheio de si
           Sentir
estranhamente tão comum
que a tanto não consigo
           Sentir
Um Inquietante e discordante
           Sentir

Calmamente acariciado, encantado
mais que isso um escravizado sentir.

Acalentado em teu sorrir que um aprofundado sentir.
Quase utópico constante do meu sorrir.

 Sorriso em rizo incompreendido,
Incompreendível, indescritível...

Indescritivelmente sorrir!
Sorrir e sentir
Sorrir no teu sentir
Sentir o teu sorrir

Simplesmente,Inexplicavelmente
Quando Sinto você, não sei porque
       Me sinto apenas a sorrir
       Por te ver a sorrir!

Anderson Ferreira  04/09/04

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Arcabouço

Em cada bolso
Um arca bolso
de soluções
Misticas
Psiquiátricas
Interpretações
conotações tomadas a força
a força de quem gostaria
que eu me conformasse

Baluarte da arte
sacra poesia
que me inunda da mais pura vida
através da abençoada convergência

Razão ,Intuição,Inspiração
para ver florescer
Na inocência superada
O bom senso da ingenuidade
A exuberante flor da consciência






Sinfonia

Pedaços soltos
  em parafuso
Começam a se reconstituir


Entristece, enternece revitaliza, rejuvenesce

Beijo suave ,Pulsante, Brisa
    que sessa de mansinho

Pequenos redemoinhos

Impactante, surpreendente
Solido coloquial ditador de ritmos.

Reflete  imensidão dos contratempos
  acostu-misar(mar) as dissonâncias.
         suas formas de interagir
            solidificar o existir


                   Guerout Odmoon  




Samuel



No alto da torre
A tempestade
O furor dos ventos
A pele como escamas de vidro
Ardendo sobre a pressão dos riscos

Ele não teme ele não exita
Em seu ultimo momento
a sós com a perfeição
Ele diz:

Eu faço é por eles pai

Samael joga-se de costas
Que é um caminho quase sem volta
Sabe que as chagas queimadas em seu corpo
O impedirão de compreender as chaves da consciência

Sabe que terá rastejar da lama a lava
da neblina a fumaça...quase  infinitamente

Waldry Henderson









terça-feira, 16 de junho de 2015

Sanity Room 004 - Controlando o caos

Eu tive mil ideias
encaixe e conectei
cada uma delas
Ficaram quentinhas
Como pães saídos do forno
Juntei a elas sentimentos
Sinceros e empolgantes
como um pequeno universo
   no fundo de uma
     Poça da água
Eu cultivei com amor e determinação
   Cada personagem cada lugar
Fiz pontes de Madeira amarradas com o vento
Ensinei as personagens a nadar e mergulhar
Para que nunca se afoguem nós sentimentos
Elas Foram se tornando maiores e mais fortes


Depois do entardecer
Vez por outra a cada uma delas
Abri as chaves das portas
           ao real

Fiz um simbolo e uma Mascara para cada uma delas
Deixei que respirassem o Ar e assim as suas formas
Foram aos poucos desvencilhando do vazio e do caos


Então comecei a contar as pessoas
sobre o seu mundo e as suas historias
E cada vez  que alguém se emociona e compartilha
Sentimentos reais elas fazem parte deste sentimento

Eu e meus amigos  pudemos viver
Muitas historias
aventuras e paixões aos seus lados.

Essas personagens nós ajudaram a ser
quem realmente gostaríamos de ser...

Realizar sonhos , derrubar obstáculos
e construir formas de tornar o mundo
um lugar mais Justo e bonito.



Por Anderson Ferreira

Guerout Odmoon e o Sigilo de um poeta.





domingo, 14 de junho de 2015

Cinzas do sol

Sopro cinza
Ferrugem é menos
Fuligem que cai
por do sol de outono

Verão escuro
   amanhece
  Meia noite
noite e meia
o calor brilha
  nas mentes
   e corações
   Daqueles
    que têm
  Esperança

Será doce e solido
 terra que permeia
seu discernimento
Que ele ama e Cultiva
     em seus
        pés

Anderson Ferreira 14/06/2015

Cassiel 777 das Quebrada

sábado, 13 de junho de 2015

Salamandra ao luar

Serve-se som em bandejas
Reze o seu instrumento
pelado a noite inteira
Pelo brilho do luar
sirva-se a vontade
Brincadeiras de salamandra
Madrugam noite adentro
Ò céu tapa o vento
Para que o aconchego
nunca se iluda entre as marolas
do cair da correnteza...
Afogue sua solidão!
em um mar de incertezas.

              Anderson Ferreira !3/06/2015


Cronicas da Cidade ao por do sol




 Um Rapaz que cresceu lendo livros que seu pai achava até no lixo.

- Uma Missão ?
- Aceito, seja(- sou)! - sempre!
( uma Missão comprida)
- Grato pela oportunidades.
Um esforço tortuoso
da Genética da evolução
Que o destino dos meus protetores
Me guiem nós Momentos de...dificuldade .
...
Em uma Cidade onde o príncipe da Camarilha
É um nosferatu...
Os Esforços do sabá Para derrubá-lo...
haviam de ser muito bem coordenados.
Em cada 4 pra 1
não Tem jeito
A lei que impera
Nó sabá
É a diablerie... Objetivo Golconda.
Operação agentes infiltrados na luz.
Sangre Negro de Cartago
sangre de necromante
Sangue dos fillhos Haquim
...
Um erro uma cria,  cria outra
uma necessidade insaciável
de compartir a sua carne
 um erro, coração partido
um pedido de socorro
Uma Necessidade
Que todos Necessitaram
Então Laços de sangue...
e a demência.
  ...
Eu conheci 4 legítimos Guerreiros Da linhagem de Cartago.
Um Deles negro.
Outro tinha a Demência
O que era chamado Juggernaut, o Gentil.
e o Mestre perdido desses últimos...
Eles me ensinaram muitas coisas, como a usar o meu sangue e Descobrir como ativar em minhas linhagens a Potencia.
Mas isso era fácil para eles, os usos Absurdos de Rapidez...
Bom isso precisava de sangue Arabe de Qualidade...

Meu ancião...Eu sei Quem é.
Do momento exato...
 hoje eu me lembro!
A sua atitude tentando 
impedir que o pior acontecesse
A errata alcunha de caitif ?
Cai de para quedas então
uma cria de Oitava Geração
14 anos isso é caitif muitos disseram
Poucos souberam ver e pensaram ...
esse garoto precisa se tornar forte
Se não vai sobreviver.

A Dama
O cavaleiro Negro 
Os Cavaleiros
Os Bobos da corte

A primeira Dama
Um pedido:
- Quero Deixar de ser um Bobo da corte.
- O que você quer ser?
- um Escriba
- Me escreve um poema
- Muito Bonito o Poema.
- Honrei a primeira dama da PRT?
- Honrou agora és o Mago...
    ...
A politica, Projeto In da club... do RPG o Teatro e o Amor.
Seus olhos azuis sua pele branca um mundo que eu não... conhecia.
A festa, a corrupção, a responsabilidade o dinheiro...
tua mãe te agrediu eu te magoei tu me traiu eu te trai
Nosso amor, teus poemas, meus poemas
o Nosso Amor viveu enquanto a Arte vivia dentro de ti
Bela Atriz de cabelos Loiros o nosso teatro dos vampiros
Mesmo sem ti a muitos anos
não morreu na escola verde nem na lembrança da nossa amizade... 

...
As correrias Foram feitas
Eles não viram..
Uma tropas de vampiros
Começaram a brotar da periferia
Tudo sabá e independente
Um Malkav independente abraça o sabá
A demência é controlada
Se torna uma Benção
Um Exercito de Punks,grunges e caminhantes
Negros,Pardos,Brancos,Índios
E até alguns lupus...
A gente se tornou forte outra vez o sangue Árabe, o de Cartago que preservamos, e o Malkav não infectado Chegaram. 
Todos de bom grado.
Até o Nobre ant-tribo
Mas desse eu não vou falar.


O confronto no cemitério
dois Punks
um Dragão
dois Lupinus( um filhote ainda)
Um Malkav
Uma das coisas mais lindas que já vi nessa cidade
Um Punk Mestiço de um metro e meio botando pressão.
Num nobre de dois metros de altura do alto da sua griffe
A demência rolando solta porque você sabe para enfrentar
Caras que eram Mestres na dominação e na Taumaturgia
Só zuando com a cabeça deles mesmo... waewaewaewaew

" Laboratório magico escondido nas cartas
- Até que nível podemos aumentar nossa demencia?
- sem prejuízos é claro né esperto...
- ééé waoiewaoiewaoie
- A voz da loucura
- valeu Lui um abraço pra Claudia "

Eram 15 contra 5 nossas risadas pretensiosas ecoavam no cemitério...
Elas diziam fúria ou covardia escolha sua cova
Eles disseram fúria é claro, nós rimos e mostramos..
Que já havíamos aprendido aprendido a dominação
E você sabe com raiva é Difícil ter vontade de ferro
Nenhum soco chegou a ser trocado...
Mas a nossa demência os afetou durante, dias,meses anos.

domingo, 1 de setembro de 2013

A dramaturgia



A procura de um ser só.                                  
Texto Dramático para a cadeira de encenação teatral.
 Por: Anderson Ferreira








Personagens:
A figura de branco; Alegoria representativa do principio ativo no ser humano.
A figura de preto; Alegoria representativa do principio passivo no ser humano.




Cena I:
Um telão em cena o resto do cenário esta todo escuro.
 O telão ascende e aparece um grande olho egípcio. Vários incensos são acesos pelo local da apresentação.
Um som estridente começa baixo até ficar bem alto e depois para.
Visões irrompem na tela.
Explosões, imensas, galácticas, nucleares, microscópicas, de temperamento, de agua, de prazer.
Barulho de agua corrente.
 Luz muita luz por todo cenário, vê se um cenário branco com caracteres hebraicos desenhados nas paredes em cor de fogo. Há sete espelhos grandes posicionados pelo cenário formando um circulo, no centro do circulo pode se ver um altar, três degraus que conduzem a uma pequena plataforma elevada alguns centímetros do chão, aos lados pequenos arbustos e plantas, no centro sobre um pano cor de prata dobrada ao chão repousa um globo de cristal. Dele emana uma forte luz amarela.
 A luz começa a diminuir até que uma pessoa vestida de preto pode ser vista quase como um borrão
Ela esta na frente do altar e se aproxima em direção ao globo
Ela cobre o globo com suas mãos e no escuro de suas vestes a luz do globo se esvai.
 Escuta se uma voz gritando ao fundo: espere eu preciso de você... De repente a luz se apaga,

Cena II:
Algumas luzes negras que formam caracteres hebraicos se ascendem pelo cenário pode se ver uma figura de preto em cena. No altar no centro do palco o globo de cristal não emite luz alguma.
Os olhos da figura  de preto são brancos e deles irradiam uma luz branca e cândida, sua roupa é negra com caráteres hebraicos em azul escuro. Com um pedaço de giz branco a figura traça um pentagrama ao redor do altar, ficando localizado este bem no centro da estrela. Enquanto traça o pentagrama a figura recita esses versos:
A figura de preto 
Entre os possíveis caminhos.
Que a moral toma como o seu.
Eu enxergo em cada um deles.
Um embuste senil da sensação.
beco obscuro onde o medo rouba.
Do homem sua fome de realização.

Defendido a facadas e gritos.
 Seu ilusório recanto escondido.
Onde ele força com todas suas forças.
Tornar o sabor do irrealizável... Bonito.
Ele para se dirige a ponta superior do pentagrama, senta-se, fecha os olhos, chacoalha a cabeça e bota mão nos olhos como se tivesse saído de um transe.
 Ele segura com os braços os próprios joelhos. Fica se embalando enquanto olha para o globo no centro do altar. Depois de algum tempo uma pequena luminosidade pode ser vista no globo de cristal.
O tempo passa ele cochila, mas acorda assustado, logo em seguida volta a dormir, a luz começa a aumentar até tornar-se ofuscante.
Aparece uma figura de branco com caracteres em cor de fogo escrito pelo corpo,
 Seus olhos são negros de um profundo sem fim um vazio que contrasta bruscamente com o brilho do seu corpo e de tudo que o cerca.
Ele caminha até perto da outra figura, adormecida, observa, agacha-se e a abraça ternamente dizendo logo em seguida:
 A figura de branco
Eu não sei bem... Quando comecei a notar a sua existência.
Se eu tivesse que separar no tempo o momento certo eu não saberia.
Eu escondia de mim mesmo a minha consciência sobre a sua vontade influindo no meu mundo.
Todas as luzes se apagam

 Cena III:
Todas as luzes se ascendem.  O globo no centro do palco esta aceso, a figura de branco examina minuciosamente cada uma das imagens refletidas nos espelhos enquanto recita estes versos:
A figura de branco
Cada partícula de vida cada átomo de sol que me cerca é um mundo dentro de um universo de outros mundos.
Nesses muitos mundos ha vários sentires diferentes uns dizem medo outros dizem fome e outros dizem ainda alivio.
Eu posso estar com eles todos como se estivesse com um só, e tudo é tão exato e resultante de uma ação inevitável....
Eu sou eles, eles são eu.
E isso sempre foi a sim, há muito que o universo é o meu quintal.
Todas as coisas eu já vi e de todas as coisas eu sei.
Nada mais me surpreende nada mais me alcança.
 A não ser quando eu fecho os olhos.
Quando eu fecho os olhos tudo desaba.
Todas as minhas claras certezas desmoronam.
 O meu mundo murcha... Nada mais faz sentido.

Um sonido estridente a luz começa a apagar
Tudo fica escuro as luzes negras se ascendem à figura de preto aparece e a branca some.

Cena IV:
 Ela esta há esquerda do palco onde ao lado dos espelhos há uma mesa, em cima da mesa uma urna, Dentro da urna fogo. Ela joga algumas ervas no fogo, se ajoelha e começa a orar. Depois que o fogo se estingue ele pega as cinzas e começa a sopra-las, sopra em cada um dos espelhos, depois caminha até as pontas de baixo do pentagrama e desenha com as cinzas respectivamente  um quadrado e um crescente (uma meia lua deitada), se dirige ate’ as pontas laterais da estrela e desenha na da esquerda um triangulo e na da direita um circulo, e por fim se dirige a ponta superior e desenha um ovo de cinzas negro. Enquanto realiza os desenhos nas extremidades do pentagrama a figura recita estes versos:
A figura de preto
Quando fecho os olhos todas minhas duvidas somem por que sei que vou estar contigo.
Eu queria estar o tempo todo em ti, queria no seio do teu colo repousar em paz a eternidade.
Mas mesmo que eu não queira os meus olhos insistem em se abrir, eu tento, faço de tudo pra lembrar como é estar em você.
Eu criei, códigos, letras, separei o sons dei nomes as sombras pra tentar te fazer um pouco mais presente no meu vazio.
Eu sei que não é a mesma coisa, nem nunca vai ser mais sou feliz porque na dança insinuante que o escuro provoca na mente fértil...
 Maya encontra asas para transmutar a incompreensão no fogo branco da sabedoria.
Como um cometa frio que emite luz própria eu cruzo a eternidade.

Cena V:
Todas as luzes se ascendem à figura de branco esta há esquerda do palco junto à mesa. Em cima da mesa encontra-se uma balança, duas bandejas, uma pinça e um punhal. Dentro das bandejas há pedras de sal e um pedaço de chumbo.
Ela pega um pinça e começa a pegar as pedras de sal e colocar em um dos pratos da balança
A figura de branco
Mesmo no vazio mais intenso da escuridão mais profunda sempre existe alguém te escutando.
E mesmo que você não queira não á como não escutar o que ele pensa sobre o que você pensa sobre ele.
Eu tentei, tentei com toda força que o meu coração pode colocar em uma decisão que ele sabia acertada.
Manter-me acordado era aprender, conhecer o mistério da criação era esvaziar o meu Vazio interior.
Estar conectado com o meu pai era me esconder de ti.
(Ele para de colocar sal naquele prato da bandeja e pega o punhal que esta em cima da mesa. Começa a tirar lascas do pedaço de chumbo, Lascas que coloca no outro prato da balança)
Mas um dia... O dia que parecia infinitamente distante chegou!
Não havia aspecto possível das realidades que eu não conhecesse, bastava um instante pra eu poder calcular todas as suas possibilidades.
O dia que se tornou impossível desconhecer o meu vazio foi o dia que o meu mundo ruiu.
Ela para de colocar as raspas de chumbo e observa a balança que pende mais para o lado chumbo.

Cena VI:
As luzes se apagam se ascendem as luzes negras a figura de preto esta na ponta superior do pentagrama, em posição de lótus. Ela medita de olhos fechados, há sua frente no pequeno altar a luz do globo esta fraca e quase se apagando. A figura começa a recitar um mantra e a luz começa a se tornar mais forte e intensa até iluminar completamente o cenário.
Ela abre os olhos olha sua volta, se levanta se dirige há um dos espelhos e recita esse verso:
A figura de preto
Desabafo todas as vicissitudes entaladas no meu peito.
E joga o espelho no chão com a parte do vidro voltada para o baixo e logo em seguida se dirige ao próximo espelho e faz o mesmo enquanto recita esse verso:
A figura de preto
Sopro sutil suave pranto que incendeio.
No terceiro espelho recita:
Afigura de preto
Viro ao avesso os senhores do meu próprio preço.
E no quarto:
A figura de preto
Calcinadores de ilusões.
Lambedores de sabão preto.
Vomitando seus bulbos de bufão.
No quinto:
São ciclos que se de gladiam entre mim.
No sexto:
Cada passagem de elo um hinário de apelos que se desintegra.
No sétimo:
 É chegado o momento que toda insatisfação será iluminada pela luz.
A figura se dirige ao altar pega o globo nas mãos e o joga contra o chão, desta forma quebrando ele.

Cena VII:
Após o globo ser quebrado a luz começa aumentar até torna-se ofuscante, ai então ela começa a piscar rapidamente, se apaga por um instante e volta a piscar. Pode-se ver que depois que a luz retorna a piscar a figura de branco também esta em cena.
As duas figuras olham-se, dirigem uma em direção da outra , começam a lutar entre sim, empurra-se, puxam-se, caiem ao chão, rolam, acabam se abraçando, se beijando, se amando e adormecem ao chão como se fossem um só.



Posfácio

No termino do rito dramático  furtivamente os iniciados entram em cena, fazem um circulo ao redor dos corpos paralisados das figuras se ajoelham e começam a recitar muitas preces em muitas línguas diferentes ao mesmo tempo.Eles cobrem os corpos com um pano preto e se dirigem aos convidados pedem a eles que devolvam as pedras. Orientam eles para que ao saírem do teatro vão direto para a casa, se deitem e mantenham as mentes limpas até adormecerem, no outro dia quando acordarem devem anotar os sonhos.

Prefacio.

Os convidados são recepcionados por figuras furtivas de trajando mantos e túnicas escuros que os conduzem ao local da encenação. Estas figuras circulam pelo  espaço fazendo consultas e previsões sobre os convidados a partir de vários sistemas simbólicos. Tais como astrologia,calendário da paz,tarô,runas,anjos,calendário chinês...
Logo após fazerem as previsões os magos irão oferecer a cada convidado uma pequena pedra que deve ser escolhida entre outras dentro de uma caixa. Os sacerdotes da nobre arte irão explicar que os cristais e pedras têm a capacidade registrar as impressões energéticas,elas devem ser seguradas firmemente durante o ritual para que possam tanto fornecer um material valioso de investigação quanto para ajudar o participante(dependendo da propriedade especifica da pedra) a atravessar aquele momento de uma forma agradável.

Flash de conciencia que leva ao delirio.

Pi é um filme de ficção científica dos Estados unidos de 1998, realizado por Darren Aronofsky.
Este filme me influenciou de maneira muito forte, a ideia estética da passagem em cena da esfera do consciente para o inconsciente teve entre suas origens  os delírios de Max, o atormentado protagonista deste belo filme.

Em plena Manhattan vive Max (Sean Gullette), um jovem gênio da Matemática e computação que vive escondido da luz do sol, que lhe dá constantes dores de cabeça, e evita o contacto com outras pessoas.
Max finalmente encontra um padrão universal em suas pesquisas lidando com a bolsa de valores e logo é descoberto por um grupo da Wall street que deseja ganhar dinheiro em cima de sua descoberta, ao mesmo tempo, um grupo de judeus acha que o que Max encontrou foi na verdade um padrão no Torá então ambos tentam fazer com que Max lhe explique sobre sua descoberta.


Porém Max é aconselhado pelo seu mentor Sol Robeson  a tomar cuidado pois sua pesquisa pode levá-lo a consequências muito graves.

O Ocultismo e Artaud.




Antonin Artoud escreve a obra O teatro e seu duplo imerso no ambiente romântico do final do século dezenove. Época do surgimento da ciência moderna, que teve seu desenvolvimento diretamente ligado a praticas alquímicas e ocultas. O ocultismo pose ser descrito como uma ciência dos princípios, um estudo aplicado de sistemas de símbolos e signos que derivam de um arquétipo primordial, ou melhor, falando de um movimento, de um ritmo produtor de símbolos.
Em sua obra Artaud fala muito sobre, sombras, projeções, emanações esses conceitos (como outros em sua obra) nem sempre ficam claros a uma primeira leitura, eu por meios destas reflexões vou tentar desenvolver alguns dos conceitos alquímicos utilizados como bases para as afirmação da obra de Artaud.
Segundo a tradição hermética de origem egípcia referencia a todas praticas magicas europeias, no inicia havia apenas uma consciência sozinha no universo, consciência essa que é representada por um olho, a luz primordial da qual todas as outras são reflexos. Esta consciência tendo como faculdade única apenas perceber, percebeu a única coisa que era possível ser percebida naquele momento, ou seja, percebeu a si mesma. No momento que se auto observou esta consciência  se dividiu em duas(paradoxo primordial dos polos contrários que se complementam) uma que  observa e outra que  é observada, é como se a consciência houvesse criado a sua volta um espelho que reflete a si própria olhando para si mesma, que por sua vez cria um reflexo do própria reflexo e assim indefinidamente, segundo a tradição Hermética nesses infinitos reflexos da consciência primordial estaria contido tudo o que existe.
Para Artaud assim como para os ocultistas tudo no mundo, no universo, em cena, se trata de signos e símbolos.  E a linguagem cênica deve ser não a das palavras, mas a dos próprios símbolos que se configuram das mais diversas formas possíveis no corpo na imagem no som nos cheiros... A tabua de esmeralda antigo manuscrito egípcio atribuído a Toth (deus do “verbo” embora para alguns tenha sido um grande sábio e mago...) vêm nos trazer o principio oculto que diz: O que esta em cima é igual o que esta em baixo tanto macrocosmos quanto no microcosmo, tendo em vista que esta mesma tradição nos conta que o ser humano é um universo em miniatura, o reflexo da própria íris do olho primordial. Podemos identificar os dois polos da mente humana, objetivo racional e sensível subjetivo, respectivamente com a consciência primordial e o espelho que a reflete.
Este espelho primordial que na psicologia de Jung podemos vincular ao subconsciente, este sempre sujeito a percepção da consciência. E na medida em que o consciente percebe o subconsciente, cria uma ideia a cerca dele e acaba por transforma-lo. Nossas mentes estão o tempo todo percebendo não apenas a si mesmas, mas a outras mentes e os reflexos diversos que formam a realidade ao nosso redor, por isto estamos o tempo nos transformando e esta é a dinâmica da vida, dinâmica que Artaud enxergava, e tratava de condenar veemente o apego às formas estagnadas, comportamento que acaba por dar fim ao movimento intrínseco primordial.
Podemos identificar os dois elementos constituintes do paradoxo primordial com duas funções presentes na mente humana: a de projeção e a de recepção dos reflexos presentes na realidade, neste ponto concordo inteiramente com o ponto de vista de Artaud na verdade mais que isso ele me faz refletir imensamente sobre as possibilidades do teatro. Afinal que outra coisa é capaz de produzir reflexos tão fortes e intensos capazes de sacudir o nosso mundo interno? O teatro é um festival épico de projeções que podem alcanças os recantos mais íntimos, escondidos e principalmente (também preferencialmente para Artaud) os não vividos e talvez não vivíveis. O teatro pode dar vida a dimensões que estão além do nosso alcance, além dos limites que as leis universais da natureza nos permitem irem. Pode nos levar a dimensões de fantasia, a dimensões de sonho a dimensões de delírio.

Artaud nos diz: O espírito acredita no que vê e faz aquilo em que acredita: esse é o segredo do fascínio. Embora ele não explicite as premissas contidas nesta frase ela se faz entendível aos entendedores da linguagem codificada simbólica. O consciente é formado por um processo de construção (a um primeiro momento inconsciente) baseado na identificação das sensações como agradáveis ou não agradáveis, a constante exposição a percepções dos mais variados tipos, vai construindo um conjunto de particularidades possíveis de se perceber naquela sensação. A constante repetição das sensações vai modelando o consciente e formando a personalidade, como todas as percepções ficam gravadas no subconsciente indiretamente o individuo toma decisões e executa ações sobre a influencia delas. Quando comovido pela identificação o ser se fascina por um determinado objeto e toma para a si as projeções emitidas pelo objeto, que o influencia na medida em que toma espaço pela repetição no seu subconsciente (no consciente também) e influencia a tomada de suas decisões.
Para a mente que assiste a uma peça de teatro e se identifica ao ponto do fascínio com a representação ,imaginem a intensidade com que ela projeta a sua carga emocional (ou talvez intelectual também?) no espectador identificado.
O teatro é uma linguagem capaz de uivar fundo dentro da alma das pessoas é capaz de integrar toda a necessidade pelo magico, pelo não realizável, pelo proibido, como algo realizado na personalidade do individuo. E por isto desta forma calado, pois todo reflexo gerado na mente humana que não cria asas a realidade de alguma forma nem indiretamente que seja, nunca sessara de reivindicar a sua vez. Podendo levar a depressão e a ansiedade egocêntrica crônica tão característica a nossa sociedade.

Referencias bibliográficas:
Levi,Elphas.Dogma e ritual de alta magia. Editora Madras.
Jung,Carl Gustav. AION estudos sobre o simbolismo do si mesmo.Editora Vozes.
Camaysar, Rosabis.O Caibalion.  http://www.hermetics.org/pdf/KybalionBr.pdf
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