Estação do desespero
Que me revira do meu aconchego
Aqui agora despenco
Dos meus queridos vícios coloridos
É assim eu agora seco e subnutrido
Pagando pelos sorrisos que pesquei no lixo
Sem um motivo real que valesse o risco
Que no agora balanceia as minhas alegrias
Com as frustrações e dores de um tolo solto
Num sopro como de sono a deriva no morno
Atolado na necessidade
Da sensação de insanidade
Simulada ou provocada
A deriva na simultaneidade
Das culpas inevitáveis a sobriedade
Solidão abalizada pelo orgulho
De ser uma ilha independente
De carinho ou caridade

