
Saudades me assombram
Dos horizontes esquecidos
Dos pormenores esclarecidos
E seus científicos cemitérios de mitos
Eu me retiro, mas sou sempre perseguido.
Nesse tédio frio e conciso
A minha indignação bóia
Tentando se desenroscar
O andar é vagaroso
Perco-me pela falta
Enevoada de prisma
Me inter-secsiono entre a mentira
E a ilusão conscrita inevitável à vida
Infecciona a fumaça
Esse prazer da cama
Que sobre sua dança
Gira...gira...gira..gira
Sangue, cinzas e fluido...
Eu espalhei sobre o meu corpo
Que agora arde em consumação
É o tilintar sedento e derradeiro
Que inunda de sal o meu pulmão
O grito de um pedido
Apagando-se sozinho
Enterrado num tempo
Ausente do caos onírico


