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terça-feira, 16 de junho de 2015

Sanity Room 004 - Controlando o caos

Eu tive mil ideias
encaixe e conectei
cada uma delas
Ficaram quentinhas
Como pães saídos do forno
Juntei a elas sentimentos
Sinceros e empolgantes
como um pequeno universo
   no fundo de uma
     Poça da água
Eu cultivei com amor e determinação
   Cada personagem cada lugar
Fiz pontes de Madeira amarradas com o vento
Ensinei as personagens a nadar e mergulhar
Para que nunca se afoguem nós sentimentos
Elas Foram se tornando maiores e mais fortes


Depois do entardecer
Vez por outra a cada uma delas
Abri as chaves das portas
           ao real

Fiz um simbolo e uma Mascara para cada uma delas
Deixei que respirassem o Ar e assim as suas formas
Foram aos poucos desvencilhando do vazio e do caos


Então comecei a contar as pessoas
sobre o seu mundo e as suas historias
E cada vez  que alguém se emociona e compartilha
Sentimentos reais elas fazem parte deste sentimento

Eu e meus amigos  pudemos viver
Muitas historias
aventuras e paixões aos seus lados.

Essas personagens nós ajudaram a ser
quem realmente gostaríamos de ser...

Realizar sonhos , derrubar obstáculos
e construir formas de tornar o mundo
um lugar mais Justo e bonito.



Por Anderson Ferreira

Guerout Odmoon e o Sigilo de um poeta.





sexta-feira, 11 de março de 2011

Lótus onírica







Sobrevoando a luz da lua

Procurando uma infinidade

De curiosidades sem cura




Deslizando entre as curvas

De uma densidade anuviada

Na monotonia do cair da chuva


Eu segui do fio a luz

De encontro ao luar

E encontrei as pernas

Desamarradas ao chão


Atei o belo seio a sombra

E joguei desfiladeiro abaixo

E assim se realizou a mágica

De fé diante dos meus olhos

O que era cinza e desgraçado

Desabrochou como uma lótus

Que na água se abre ao sagrado


E em todos momentos encontrei

O motivo e o caminho do ser rei

Na bruma que alumia a alvorada


Sem pertencer ou dominar

A casa que de direito é reino

Dos sem leito que moram no ar

terça-feira, 1 de março de 2011

Cemiterio cientifico



Saudades me assombram

Dos horizontes esquecidos


Dos pormenores esclarecidos

E seus científicos cemitérios de mitos

Eu me retiro, mas sou sempre perseguido.


Nesse tédio frio e conciso

A minha indignação bóia

Tentando se desenroscar


O andar é vagaroso

Perco-me pela falta

Enevoada de prisma


Me inter-secsiono entre a mentira

E a ilusão conscrita inevitável à vida


Infecciona a fumaça

Esse prazer da cama

Que sobre sua dança

Gira...gira...gira..gira


Sangue, cinzas e fluido...

Eu espalhei sobre o meu corpo

Que agora arde em consumação

É o tilintar sedento e derradeiro

Que inunda de sal o meu pulmão


O grito de um pedido

Apagando-se sozinho

Enterrado num tempo

Ausente do caos onírico

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