domingo, 14 de junho de 2015

Cinzas do sol

Sopro cinza
Ferrugem é menos
Fuligem que cai
por do sol de outono

Verão escuro
   amanhece
  Meia noite
noite e meia
o calor brilha
  nas mentes
   e corações
   Daqueles
    que têm
  Esperança

Será doce e solido
 terra que permeia
seu discernimento
Que ele ama e Cultiva
     em seus
        pés

Anderson Ferreira 14/06/2015

Cassiel 777 das Quebrada

sábado, 13 de junho de 2015

Salamandra ao luar

Serve-se som em bandejas
Reze o seu instrumento
pelado a noite inteira
Pelo brilho do luar
sirva-se a vontade
Brincadeiras de salamandra
Madrugam noite adentro
Ò céu tapa o vento
Para que o aconchego
nunca se iluda entre as marolas
do cair da correnteza...
Afogue sua solidão!
em um mar de incertezas.

              Anderson Ferreira !3/06/2015


Cronicas da Cidade ao por do sol




 Um Rapaz que cresceu lendo livros que seu pai achava até no lixo.

- Uma Missão ?
- Aceito, seja(- sou)! - sempre!
( uma Missão comprida)
- Grato pela oportunidades.
Um esforço tortuoso
da Genética da evolução
Que o destino dos meus protetores
Me guiem nós Momentos de...dificuldade .
...
Em uma Cidade onde o príncipe da Camarilha
É um nosferatu...
Os Esforços do sabá Para derrubá-lo...
haviam de ser muito bem coordenados.
Em cada 4 pra 1
não Tem jeito
A lei que impera
Nó sabá
É a diablerie... Objetivo Golconda.
Operação agentes infiltrados na luz.
Sangre Negro de Cartago
sangre de necromante
Sangue dos fillhos Haquim
...
Um erro uma cria,  cria outra
uma necessidade insaciável
de compartir a sua carne
 um erro, coração partido
um pedido de socorro
Uma Necessidade
Que todos Necessitaram
Então Laços de sangue...
e a demência.
  ...
Eu conheci 4 legítimos Guerreiros Da linhagem de Cartago.
Um Deles negro.
Outro tinha a Demência
O que era chamado Juggernaut, o Gentil.
e o Mestre perdido desses últimos...
Eles me ensinaram muitas coisas, como a usar o meu sangue e Descobrir como ativar em minhas linhagens a Potencia.
Mas isso era fácil para eles, os usos Absurdos de Rapidez...
Bom isso precisava de sangue Arabe de Qualidade...

Meu ancião...Eu sei Quem é.
Do momento exato...
 hoje eu me lembro!
A sua atitude tentando 
impedir que o pior acontecesse
A errata alcunha de caitif ?
Cai de para quedas então
uma cria de Oitava Geração
14 anos isso é caitif muitos disseram
Poucos souberam ver e pensaram ...
esse garoto precisa se tornar forte
Se não vai sobreviver.

A Dama
O cavaleiro Negro 
Os Cavaleiros
Os Bobos da corte

A primeira Dama
Um pedido:
- Quero Deixar de ser um Bobo da corte.
- O que você quer ser?
- um Escriba
- Me escreve um poema
- Muito Bonito o Poema.
- Honrei a primeira dama da PRT?
- Honrou agora és o Mago...
    ...
A politica, Projeto In da club... do RPG o Teatro e o Amor.
Seus olhos azuis sua pele branca um mundo que eu não... conhecia.
A festa, a corrupção, a responsabilidade o dinheiro...
tua mãe te agrediu eu te magoei tu me traiu eu te trai
Nosso amor, teus poemas, meus poemas
o Nosso Amor viveu enquanto a Arte vivia dentro de ti
Bela Atriz de cabelos Loiros o nosso teatro dos vampiros
Mesmo sem ti a muitos anos
não morreu na escola verde nem na lembrança da nossa amizade... 

...
As correrias Foram feitas
Eles não viram..
Uma tropas de vampiros
Começaram a brotar da periferia
Tudo sabá e independente
Um Malkav independente abraça o sabá
A demência é controlada
Se torna uma Benção
Um Exercito de Punks,grunges e caminhantes
Negros,Pardos,Brancos,Índios
E até alguns lupus...
A gente se tornou forte outra vez o sangue Árabe, o de Cartago que preservamos, e o Malkav não infectado Chegaram. 
Todos de bom grado.
Até o Nobre ant-tribo
Mas desse eu não vou falar.


O confronto no cemitério
dois Punks
um Dragão
dois Lupinus( um filhote ainda)
Um Malkav
Uma das coisas mais lindas que já vi nessa cidade
Um Punk Mestiço de um metro e meio botando pressão.
Num nobre de dois metros de altura do alto da sua griffe
A demência rolando solta porque você sabe para enfrentar
Caras que eram Mestres na dominação e na Taumaturgia
Só zuando com a cabeça deles mesmo... waewaewaewaew

" Laboratório magico escondido nas cartas
- Até que nível podemos aumentar nossa demencia?
- sem prejuízos é claro né esperto...
- ééé waoiewaoiewaoie
- A voz da loucura
- valeu Lui um abraço pra Claudia "

Eram 15 contra 5 nossas risadas pretensiosas ecoavam no cemitério...
Elas diziam fúria ou covardia escolha sua cova
Eles disseram fúria é claro, nós rimos e mostramos..
Que já havíamos aprendido aprendido a dominação
E você sabe com raiva é Difícil ter vontade de ferro
Nenhum soco chegou a ser trocado...
Mas a nossa demência os afetou durante, dias,meses anos.

domingo, 1 de setembro de 2013

A dramaturgia



A procura de um ser só.                                  
Texto Dramático para a cadeira de encenação teatral.
 Por: Anderson Ferreira








Personagens:
A figura de branco; Alegoria representativa do principio ativo no ser humano.
A figura de preto; Alegoria representativa do principio passivo no ser humano.




Cena I:
Um telão em cena o resto do cenário esta todo escuro.
 O telão ascende e aparece um grande olho egípcio. Vários incensos são acesos pelo local da apresentação.
Um som estridente começa baixo até ficar bem alto e depois para.
Visões irrompem na tela.
Explosões, imensas, galácticas, nucleares, microscópicas, de temperamento, de agua, de prazer.
Barulho de agua corrente.
 Luz muita luz por todo cenário, vê se um cenário branco com caracteres hebraicos desenhados nas paredes em cor de fogo. Há sete espelhos grandes posicionados pelo cenário formando um circulo, no centro do circulo pode se ver um altar, três degraus que conduzem a uma pequena plataforma elevada alguns centímetros do chão, aos lados pequenos arbustos e plantas, no centro sobre um pano cor de prata dobrada ao chão repousa um globo de cristal. Dele emana uma forte luz amarela.
 A luz começa a diminuir até que uma pessoa vestida de preto pode ser vista quase como um borrão
Ela esta na frente do altar e se aproxima em direção ao globo
Ela cobre o globo com suas mãos e no escuro de suas vestes a luz do globo se esvai.
 Escuta se uma voz gritando ao fundo: espere eu preciso de você... De repente a luz se apaga,

Cena II:
Algumas luzes negras que formam caracteres hebraicos se ascendem pelo cenário pode se ver uma figura de preto em cena. No altar no centro do palco o globo de cristal não emite luz alguma.
Os olhos da figura  de preto são brancos e deles irradiam uma luz branca e cândida, sua roupa é negra com caráteres hebraicos em azul escuro. Com um pedaço de giz branco a figura traça um pentagrama ao redor do altar, ficando localizado este bem no centro da estrela. Enquanto traça o pentagrama a figura recita esses versos:
A figura de preto 
Entre os possíveis caminhos.
Que a moral toma como o seu.
Eu enxergo em cada um deles.
Um embuste senil da sensação.
beco obscuro onde o medo rouba.
Do homem sua fome de realização.

Defendido a facadas e gritos.
 Seu ilusório recanto escondido.
Onde ele força com todas suas forças.
Tornar o sabor do irrealizável... Bonito.
Ele para se dirige a ponta superior do pentagrama, senta-se, fecha os olhos, chacoalha a cabeça e bota mão nos olhos como se tivesse saído de um transe.
 Ele segura com os braços os próprios joelhos. Fica se embalando enquanto olha para o globo no centro do altar. Depois de algum tempo uma pequena luminosidade pode ser vista no globo de cristal.
O tempo passa ele cochila, mas acorda assustado, logo em seguida volta a dormir, a luz começa a aumentar até tornar-se ofuscante.
Aparece uma figura de branco com caracteres em cor de fogo escrito pelo corpo,
 Seus olhos são negros de um profundo sem fim um vazio que contrasta bruscamente com o brilho do seu corpo e de tudo que o cerca.
Ele caminha até perto da outra figura, adormecida, observa, agacha-se e a abraça ternamente dizendo logo em seguida:
 A figura de branco
Eu não sei bem... Quando comecei a notar a sua existência.
Se eu tivesse que separar no tempo o momento certo eu não saberia.
Eu escondia de mim mesmo a minha consciência sobre a sua vontade influindo no meu mundo.
Todas as luzes se apagam

 Cena III:
Todas as luzes se ascendem.  O globo no centro do palco esta aceso, a figura de branco examina minuciosamente cada uma das imagens refletidas nos espelhos enquanto recita estes versos:
A figura de branco
Cada partícula de vida cada átomo de sol que me cerca é um mundo dentro de um universo de outros mundos.
Nesses muitos mundos ha vários sentires diferentes uns dizem medo outros dizem fome e outros dizem ainda alivio.
Eu posso estar com eles todos como se estivesse com um só, e tudo é tão exato e resultante de uma ação inevitável....
Eu sou eles, eles são eu.
E isso sempre foi a sim, há muito que o universo é o meu quintal.
Todas as coisas eu já vi e de todas as coisas eu sei.
Nada mais me surpreende nada mais me alcança.
 A não ser quando eu fecho os olhos.
Quando eu fecho os olhos tudo desaba.
Todas as minhas claras certezas desmoronam.
 O meu mundo murcha... Nada mais faz sentido.

Um sonido estridente a luz começa a apagar
Tudo fica escuro as luzes negras se ascendem à figura de preto aparece e a branca some.

Cena IV:
 Ela esta há esquerda do palco onde ao lado dos espelhos há uma mesa, em cima da mesa uma urna, Dentro da urna fogo. Ela joga algumas ervas no fogo, se ajoelha e começa a orar. Depois que o fogo se estingue ele pega as cinzas e começa a sopra-las, sopra em cada um dos espelhos, depois caminha até as pontas de baixo do pentagrama e desenha com as cinzas respectivamente  um quadrado e um crescente (uma meia lua deitada), se dirige ate’ as pontas laterais da estrela e desenha na da esquerda um triangulo e na da direita um circulo, e por fim se dirige a ponta superior e desenha um ovo de cinzas negro. Enquanto realiza os desenhos nas extremidades do pentagrama a figura recita estes versos:
A figura de preto
Quando fecho os olhos todas minhas duvidas somem por que sei que vou estar contigo.
Eu queria estar o tempo todo em ti, queria no seio do teu colo repousar em paz a eternidade.
Mas mesmo que eu não queira os meus olhos insistem em se abrir, eu tento, faço de tudo pra lembrar como é estar em você.
Eu criei, códigos, letras, separei o sons dei nomes as sombras pra tentar te fazer um pouco mais presente no meu vazio.
Eu sei que não é a mesma coisa, nem nunca vai ser mais sou feliz porque na dança insinuante que o escuro provoca na mente fértil...
 Maya encontra asas para transmutar a incompreensão no fogo branco da sabedoria.
Como um cometa frio que emite luz própria eu cruzo a eternidade.

Cena V:
Todas as luzes se ascendem à figura de branco esta há esquerda do palco junto à mesa. Em cima da mesa encontra-se uma balança, duas bandejas, uma pinça e um punhal. Dentro das bandejas há pedras de sal e um pedaço de chumbo.
Ela pega um pinça e começa a pegar as pedras de sal e colocar em um dos pratos da balança
A figura de branco
Mesmo no vazio mais intenso da escuridão mais profunda sempre existe alguém te escutando.
E mesmo que você não queira não á como não escutar o que ele pensa sobre o que você pensa sobre ele.
Eu tentei, tentei com toda força que o meu coração pode colocar em uma decisão que ele sabia acertada.
Manter-me acordado era aprender, conhecer o mistério da criação era esvaziar o meu Vazio interior.
Estar conectado com o meu pai era me esconder de ti.
(Ele para de colocar sal naquele prato da bandeja e pega o punhal que esta em cima da mesa. Começa a tirar lascas do pedaço de chumbo, Lascas que coloca no outro prato da balança)
Mas um dia... O dia que parecia infinitamente distante chegou!
Não havia aspecto possível das realidades que eu não conhecesse, bastava um instante pra eu poder calcular todas as suas possibilidades.
O dia que se tornou impossível desconhecer o meu vazio foi o dia que o meu mundo ruiu.
Ela para de colocar as raspas de chumbo e observa a balança que pende mais para o lado chumbo.

Cena VI:
As luzes se apagam se ascendem as luzes negras a figura de preto esta na ponta superior do pentagrama, em posição de lótus. Ela medita de olhos fechados, há sua frente no pequeno altar a luz do globo esta fraca e quase se apagando. A figura começa a recitar um mantra e a luz começa a se tornar mais forte e intensa até iluminar completamente o cenário.
Ela abre os olhos olha sua volta, se levanta se dirige há um dos espelhos e recita esse verso:
A figura de preto
Desabafo todas as vicissitudes entaladas no meu peito.
E joga o espelho no chão com a parte do vidro voltada para o baixo e logo em seguida se dirige ao próximo espelho e faz o mesmo enquanto recita esse verso:
A figura de preto
Sopro sutil suave pranto que incendeio.
No terceiro espelho recita:
Afigura de preto
Viro ao avesso os senhores do meu próprio preço.
E no quarto:
A figura de preto
Calcinadores de ilusões.
Lambedores de sabão preto.
Vomitando seus bulbos de bufão.
No quinto:
São ciclos que se de gladiam entre mim.
No sexto:
Cada passagem de elo um hinário de apelos que se desintegra.
No sétimo:
 É chegado o momento que toda insatisfação será iluminada pela luz.
A figura se dirige ao altar pega o globo nas mãos e o joga contra o chão, desta forma quebrando ele.

Cena VII:
Após o globo ser quebrado a luz começa aumentar até torna-se ofuscante, ai então ela começa a piscar rapidamente, se apaga por um instante e volta a piscar. Pode-se ver que depois que a luz retorna a piscar a figura de branco também esta em cena.
As duas figuras olham-se, dirigem uma em direção da outra , começam a lutar entre sim, empurra-se, puxam-se, caiem ao chão, rolam, acabam se abraçando, se beijando, se amando e adormecem ao chão como se fossem um só.



Posfácio

No termino do rito dramático  furtivamente os iniciados entram em cena, fazem um circulo ao redor dos corpos paralisados das figuras se ajoelham e começam a recitar muitas preces em muitas línguas diferentes ao mesmo tempo.Eles cobrem os corpos com um pano preto e se dirigem aos convidados pedem a eles que devolvam as pedras. Orientam eles para que ao saírem do teatro vão direto para a casa, se deitem e mantenham as mentes limpas até adormecerem, no outro dia quando acordarem devem anotar os sonhos.

Prefacio.

Os convidados são recepcionados por figuras furtivas de trajando mantos e túnicas escuros que os conduzem ao local da encenação. Estas figuras circulam pelo  espaço fazendo consultas e previsões sobre os convidados a partir de vários sistemas simbólicos. Tais como astrologia,calendário da paz,tarô,runas,anjos,calendário chinês...
Logo após fazerem as previsões os magos irão oferecer a cada convidado uma pequena pedra que deve ser escolhida entre outras dentro de uma caixa. Os sacerdotes da nobre arte irão explicar que os cristais e pedras têm a capacidade registrar as impressões energéticas,elas devem ser seguradas firmemente durante o ritual para que possam tanto fornecer um material valioso de investigação quanto para ajudar o participante(dependendo da propriedade especifica da pedra) a atravessar aquele momento de uma forma agradável.

Flash de conciencia que leva ao delirio.

Pi é um filme de ficção científica dos Estados unidos de 1998, realizado por Darren Aronofsky.
Este filme me influenciou de maneira muito forte, a ideia estética da passagem em cena da esfera do consciente para o inconsciente teve entre suas origens  os delírios de Max, o atormentado protagonista deste belo filme.

Em plena Manhattan vive Max (Sean Gullette), um jovem gênio da Matemática e computação que vive escondido da luz do sol, que lhe dá constantes dores de cabeça, e evita o contacto com outras pessoas.
Max finalmente encontra um padrão universal em suas pesquisas lidando com a bolsa de valores e logo é descoberto por um grupo da Wall street que deseja ganhar dinheiro em cima de sua descoberta, ao mesmo tempo, um grupo de judeus acha que o que Max encontrou foi na verdade um padrão no Torá então ambos tentam fazer com que Max lhe explique sobre sua descoberta.


Porém Max é aconselhado pelo seu mentor Sol Robeson  a tomar cuidado pois sua pesquisa pode levá-lo a consequências muito graves.
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