terça-feira, 13 de julho de 2010

Eu sinto como uma guerra
Todo esse sentimento
Procurando uma fresta
Pra se escapar de dentro de mim...

Toda vez que olho por dentro dos seus olhos
Uma imensidão de significâncias me invade
Me dizendo tanto do que gostaria de saber de vc


Tenho tanta vontade de saber...ter...ser
De tudo quanto vibra e aflora
Pelo mundo afora...
Tenho tanta vontade presa dentro de mim
Louca de vontade de sair gritando!

Mas ela continua...
Aqui presa...contida e silenciada
Às vezes eu choro de raiva
Às vezes eu corro pelado no meio da noite
Uivando como um lobo louco
Que tirado o seu chão se corroi
Por algum bueiro cinza

Às vezes quando ando pelas estâncias da vida
Eu me acampo por algum ponto de encontro
De sorrisos e substancias...
Dessas que se transmitem pelo ar
Numa leve e sutil dança de essências
Que eu não sei dançar...

E tudo que vejo, escuto e sinto diz tanto pra mim...
E são tantas as coisas que eu tenho pra contar...
É tão grande a minha vontade de compartilhar
Mas de que me adianta tanta vontade de amar?
Se presa aqui dentro de mim ela não me serve de nada!


Por isso escrevo estas palavras... com um punhado de fé e um risco de luz
E mando entregar onde se fabricam todas as coisas.

2 comentários:

Vulcka disse...

"Às vezes eu corro pelado no meio da noite"

Nesse frio? O_O

Anderson Ferreira disse...

aoieaoie...é uma metafora
esse texto é para uma apresentação inspirada no personagem Tripliov da Gaivota...se hj vc for na mostra VC PODE VER ELA...[:

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