terça-feira, 11 de janeiro de 2011


O registro aparente

Do lugar ausente


A ilusão e a falta

Do que não se define


O transtorno

Sem retorno


Em algum lugar

Entre o acordar

E o quase sono


Onde o sonho

Já se perdeu do real

Há muito tempo


Onde o tempo

Já não têm com o real

Comprometimento


Onde o interior

Não possui forças

Pra sair pra fora


Ele apenas se derrama

Em sua maciles enevoada

Em sua pegajosa confusão


É o domínio da mente

Sobre o consciente


Adormece com o stress

Re-aviva com a procura


Eterna e sempre tua

A única e renovada

Forma de cura...


eu mesmo sumido do meu blog que coisa feia... :p

espero estar mais presente: Anton Alegrin o Ex-Ant Pierrot

domingo, 9 de janeiro de 2011

Recomeço.

Olá amigos. Estamos voltando após longa inatividade, e eu, Anatole(Eliezer), o joker dos olhos faiscantes e o Anton, lhes desejamos um ótimo ano novo e o que quer que isso signifique. Afinal de contas, esse calendário gregoriano faz cada vez menos sentido pra mim. Enfim, o ano recomeça e lá vamos nós voltando para essa espiral de loucura que é a vida e a rotina.
Bom, neste inicio de ano começarei com um poema sobre os espíritos e sentimentos inquietos da cidade. O poema "Andarilhos do Pensamento", não posso dizer nada mais sobre tal, a critica é com vocês.

Andarilhos do pensamento.

“È uma turba de andarilhos, que incomodam teu pensamento?
È o vago pensamento distante, que vem e rouba teu sono e espiritualidade?
Contaram-te onde há esconderijo, quando a cidade muda de humor e se esvai o contentamento.
Mas enquanto as nuvens passam nubladas de aborrecimento, por dentro és apenas serenidade.

E o que fazer com esse andarilho?
Que te arrasta furiosamente para qualquer lugar,
ignorando tua vontade, disparando o gatilho.
Sufocando-te, até parar de respirar,
superando a força da corrente e a densidade do véu
Não é esse andarilho. É aquele que ti faz sonhar.
Observando pela aba do chapéu,
Quando estamos realizados ao caminhar.
Porém, ele não desperta...
E nunca para de dançar.
Instigando-te a sair,
e se banhar nos raios turvos do luar.”


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010


Entrando em um sonho


Contemple abertura. Onírica, beije a mão fria da noite.

Agora e sempre. Deslize entre a névoa do inconsciente.

Absorva a imaginação que se perde no ar,

nas areias perpétuas que fluem entre suas formas.


O espaço vagante goteja entre as umbras tempestuosas.

E nós, nos banhamos de poeira onírica.

Uma figura surge, com diversas formas sinuosas,

Exibindo destinos supostos em atuação satírica.


Um dia. Levo-te para bem longe.

Na minha queda na eterna espiral,

pois, eu ainda tenho sorriso de monge

e no pensamento a verdade visceral.



Bom dia pessoal. Bem, como perceberam as coisas estão meio paradas por aqui. Sim, o final do semestre esta ai e nós todos neuróticos e surtando. Mas em breve teremos tempo de sobra, por hora, deixo essa criação para vocês.



Anatole, o joker dos olhos faíscantes.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Uma cidade e um sentimento coletivo.


Presença

No amor e na paz,

as questões profundas e decisivas

fazem mais sentido para todos

quando aqueles que as vivem

,se doam sem ser tolos

e suas convicções não se agridem.

E nos colocamos onde o horizonte

que parece imaculado e impossível,

é feito um vento cortante,

por mais belo e sibilante

captura nosso semblante.

Colocando-nos a prova da verdade

em fragmentos da nossa realidade.

Mas mesmo na preguiçosa neblina,

banhado por um filete de luz.

Em uma cidade coberta de cinzas...

A tua presença ainda é sentida

Penetrando nosso âmago,

Rasgando nossa carne quente,

assoprando malicias, como algo displicente.

Depois tu abandonas nosso sonho,

então, somos só órfãos oníricos ?

Sozinhos. Na luz do dia medonho.

Sofrendo os sentimentos etílicos.

domingo, 21 de novembro de 2010


sublime teu espaço ao lento
o semblante relaixado se defaz
ao sabor do vento

poesia noturna escondida atras dos morros...
perambulando na tua face... soturno é o teu enlace
brilhando feito constelação... de impulsos na neblina
viaja dentro da cor e descobre o traçado da tua sorte

neblina...neblina..neblina...
obscura neblina suavizando a sua rotina
por de traz do cinza existe uma cor sem anelina
uma frase sem segunda chance...um olhar respirante

eterna sensação obscura e exitante...
um mergulho no escuro de traz da cabeça
um rodopio na esquina da certeza...

benção do caos e da clareza me encontrem...
na poesia atráz do sonho... perto do lago.
escondido pelos cercados farpantes...
onde encontro o meu ser sempre variante.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Um poema, uma cor e um desejo.


O paraíso é vermelho

Amor da minha vida, que tanto desejei durante os longos anos de rotina. Amor que fez tudo ter sentido, transformando uma mortalha em um raio de sol avermelhado. Fio algo maravilhoso, ela surgia caminhando delicadamente, tal destreza e beleza de uma gata. Se alguma essência criadora a fez foi a mais absoluta, e tenho certeza que está sacrificou toda sua centelha perpétua no exato momento que você nasceu.

Você a observa e quase sente a maciez de sua pele, um veludo imaculadamente branco. Quase ouve o coração falando baixinho coisas, que acredito ser a verdadeira herança do paraíso perdido.

... mas era o paraíso vermelho

o que me fez sempre continuar

na estrada sem fim, em um forte devaneio,

que se rompeu quando ela disse me amar.

Então surgiu amor, esperança e alegria

em um mundo que era fantasia

, no qual, eu era um a cada dia.

Queria que você se elevasse ao nirvana,

lugar de tudo que é perfeito e absoluto

como era todo dia da semana.

Sem noites frias e gosto de luto,

somente o raio de sol avermelhado,

surgindo ao meu lado.


Para Gabi. Com toda sinceridade que me é permitido.



Aí está. Como eu havia prometido, um poema para minha namorada ou para todos que partilharem desse sentimento. Agora tenho de me retirar, o trabalho me espera.

Amanhã, um poema sobre a cidade, a cólera e nossas vidas.

Tenham todos uma boa tarde.


"Ela flutua, em meu coração"

Anatole, o joker dos olhos faíscantes.


terça-feira, 16 de novembro de 2010


blindagem meu amigo se chama assim o teu nome
eu vi escrito por de tras dos teus serenos silencios
povoados eram os teus olhos...
eram gritos tentando e tentando...
penetrar o amago da tua distancia...e do medo...
que eu nem sei bem onde fica...
mas que finca forte... o teu peito
no tropeço...do orgulho chora a tua ferida.

sorria e jogue o punhal fora!
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